quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

À TODOS...

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

VIVI!

A cada segundo do relógio que se adianta como que precedesse um fim notório, minha mente me leva a dias passados, a momentos passados. Momentos esses que me marcaram, me fizeram, me completaram.

Foram muitas as alegrias vividas, muitos os sorrisos oferecidos e obtidos, muitos... bem não só de alegrias se faz as memórias de um ser humano não? Entretanto essas outras coisas se deixam passar como efemeridades ao vento - pelo menos pra mim.

Se me perguntarem o que foi pra mim esse ano que se faz as portas do fim a cada minuto, lhe responderei: "o que foi pra mim? Bem... foi cada abraço dado numa noite de alegria com amigos, cada beijo dado em meu amor numa noite de acalantos e suores. Foi cada lua admirada e sentida na companhia de uma lágrima de boa emoção. Encontros, partidas, saudades, tristezas, faltas, surpresas...

Inenarrável pra mim é passar em tão poucas linhas o que levo dentro de mim de trezentos e sessenta e alguns dias vividos com muita intensidade. Mas de uma coisa eu tenho certeza foram os melhores dias vividos em toda minha vida!

Você que está lendo essa mensagem agora, talvez eu não lhe conheça, ou quem sabe você foi uma peça indispensável pra isso tudo. Queria te dizer que tudo que passamos nessa vida, nada é por acaso. Nenhum momento vivido por nós é um acaso em nossa existência, por isso é que te digo:
VIVA CADA MOMENTO COM TODAS AS SUAS FORÇAS, TIRE DELE TUDO O QUE DEPOIS VOCÊ IRA PRECISAR PARA SENTAR EM UMA CADEIRA , SOLITÁRIO EM SEU QUARTO E RELEMBRAR DESSES MOMENTOS ESPECIAIS PRA VOCÊ! dIGA TUDO O QUE TENS PRA DIZER, ABRACE TODOS OS QUE AINDA FALTAM, VIVA ESSE INSTANTE, VIVA O TUDO...
VIVA 2009!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

MEU HOJE...


Ai minha Eurídice!
Meu
verso

Meu
silêncio

Minha
música

Nunca fujas de mim
Sem ti sou

nada

Sou pedra rolada
Sou coisa sem razão

Orfeu menos Eurídice...

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

FELIZ NATAL?

Semana de Natal... Preparações... Amigos secretos... Presentes... Estamos acostumados a esta rotina de final de ano, onde nos tornamos mais sensíveis, mais abertos a afabilidades entre amigos, família. Enfim, é um ótimo período! Mas, será que é pra todos?

Muitos de nós só se preocupa com roupas, destino de viagens, confraternizações, mas se esquece de algumas coisas que estão a sua volta. Coisas que diferem um pouco de seu mundo, de tudo aquilo que está acostumado a ver, a lidar no dia a dia. Coisas que nunca passou na pele.

Crescemos ouvindo esse ditado: "Cada um sabe onde o seu sapato aperta!", mas esse "um" já provou todos os sapatos pra sentir como ele aperta ou não?

Estamos passando por um período de alegria, de festividades, de comunhão entre pessoas. Isso é difícil de esquecer. O que poderia também se difícil de sair de nossas memórias é o fato de que nem todos nós podemos sentir essa alegria, olhar em nossa volta e ver como essas festas de final de ano modificam tudo e todos. Luzes, decorações, papai noel... do que isso importa se você não tem o que é de mais básico pra a existência de um ser humano: comida!

Do que adianta todo esse "espírito natalino", se esse tal de natal esqueceu de fazer a feira do mês? Qual seria o significado de "FELIZ NATAL" ou de "FELIZ ANO NOVO" para uma pessoa que não sabe o que é ser feliz a muito tempo? Que felicidade pra ela, acabou com o último prato de farinha?

Tudo isso, todas essas mudanças, todas essas luzes, todas essas pessoas com sorrisos de hipocrisia e omissão, nada mais são que coisas como outras qualquer. COISAS que ainda deixam a barriga vazia, o papelão na calçada, a caneco na mão, o menino cheirando cola, a mãe no sinal "colocando uma etiqueta de preço" e a mãe da mãe com as mãos para o céu se apegando à única coisa que pra ela não tem nada a ver com isso tudo, com essas festas todas. TEM A VER COM ESPERANÇA...

Estreio esse espaço que a mim foi consedido, por esse mesmo que antes do foi está, pra deixar um recado e lembrar o que pra muitas pessoas está fácil de esquecer. Vou me usar de uma cena que presenciei em um de meus dias nessa terra:

Acompanhando um amigo em uma ministração de aula numa escola periférica, carente, do mundo mágico de "Recifeliz", esse mesmo amigo a quem tenho muita estima, diga-se de passagem, ao iniciar uma atividade de redação com o tema, "O QUE É FOME?", fez a mesma pergunta aos alunos.

Silêncio. Ninguém se acusa a responder tal pergunta que remetia a tantas sensações. Já desistindo, meu amigo já ia passar para a outra etapa do exercício quando um menino, franzino, do fundo imperceptível da sala, levanta-se de maneira mais imperceptível ainda e responde: "FOME PROFESSOR, É SE LEVANTAR DE MANHÃ COM MEU IRMÃO MENOR CHORANDO POR COMIDA E VER MINHA MÃE DANDO A ELE UM 'CONFEITO' PRA ENGANAR A BARRIGA DELE..."

Pense nisso meus caros amigos, prestimósos também - ao ler esse texto -, pense ao seiar na véspera de natal e ao desejar "Próspero" ano novo, que para certos filhos amados de Deus pra ser feliz e próspero não precisa de muita coisa, só de alguma coisa no estômago.


A MULTIDÃO

Eu revejo a cidade em festa e em delírio
Sufocando sob o sol e alegria
E escuto na música os gritos, os risos
Que eclodem e ressoam em volta de mim
E perdido nessa gente que me empurra
Atordoado, desamparado, eu fico lá
Quando de repente, me recupero, ela recua
E a multidão vem me lançar em seus braços

Empurrados pela multidão que nos leva
Nos arrasta
Esmagados um contra o outro
Formamos um só corpo
E a onda sem esforço
Nos empurra, unidos um ao outro
E nos deixa a ambos
Rejuvenecidos, inebriados e felizes


Arrastados pela multidão que avança
E que dança
É uma alegre farândola
Nossas duas mãos ficam suadas
E às vezes levantadas
Nossos corpos enlaçados voam
E nos torna a ambos
Rejuvenecidos, inebriados e felizes


E a alegria estampada pelo seu sorriso
Me transpassa e jorra dentro de mim
Mas logo eu dou um grito entre os risos
Quando a multidão o vem arrancar de meus braços

Empurrados pela multidão que nos leva
Nos arrasta
Nos afasta um do outro
Eu luto e me debato
Mas o som de sua voz
Se abafa com riso dos outros
Eu grito de dor, de furor e de raiva
E eu choro ...

Arrastados pela multidão que avança
E que dança
E uma alegre farândola
E sou empurrada para longe
E crispo meus punhos, amaldiçoando a turba que rouba
O homem que ela me havia dado
E que nunca mais o encontrei ..

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

AND ALL THAT JAZZ!!!

Vem meu bem que a gente vai brincar
E tudo é jazz!
As meias vão cair e as pernas vão roçar
E tudo é jazz!
Ligo o carro
Eu sei de um tal basfond
Onde escorre o gim, e o piano é bom
É num lugar assim, que tem lugar pra mim
Pois tudo é jazz!
Tem laquê, sapatos de verniz
E tudo é jazz!
alguém chorando blues, é a febre dos quadris,
E tudo é jazz!
Vem meu bem que eu já mandei trazer
Uma aspirina a mais, então não vai doer
Na hora em que subir, e a gente descobrir,
Que tudo é jazz!
É num lugar assim,
que tem lugar pra mim,
Pois tudo é jazz!
Vai rodar,
a casa vai tremer
E tudo é jazz!
Sobe mais
que nada vai descer
E tudo é jazz!
Ele vem, que é pra arranhar o céu
O velho Zeppelin
já foi pro Mausoléu
Ele ficou pra trás, cheirando nosso gás
E tudo é jazz!
Vai rolar os pés até gastar o chão
E tudo é jazz!
Vai passar a noite nessa esfregação
E tudo é jazz!
Vai até raiar o dia, mas se a coisa não esfria
Se sentir, até cair
Pois tudo é jazz!

Vem que a vida é bela
pra quem se joga nela
E o mais, é jazz





É JAZZ!

O ínicio

Do sombrio
à luz.
Do sem cor
ao multi-tom.
Desde os primórdios
de nossa existência
na Terra,
temos
a
preocupação
em retratar
o mundo
ao nosso
olhar,
às
nossas impressões,
à nossa sensibilidade.
É
esse
o papel
do homem